Professores para atualização universitária

Muitas questões de interpretação de textos são resolvidas através do conhecimento
gramatical. Por exemplo, existem funções sintáticas que possuem o mesmo valor
semântico, como o sujeito ativo, o agente da passiva e o adjunto adnominal. Estas
três funções sintáticas possuem valor ativo (agente, de quem pratica a ação), e as
bancas tão somente reescrevem as frases alterando as funções sintáticas, sem
modificar, contudo, a ideia contida. Em contrapartida, há também as funções
sintáticas com valor paciente: os objetos, o sujeito passivo e o complemento nominal.

Observe que o termo “professor”, acompanhado ou não de preposição, funciona,
na primeira frase como Vestibular ESTÁCIO 2020, como sujeito ativo; na segunda, como adjunto adnominal; na
terceira, como agente da passiva. Mesmo este termo tendo funções sintáticas
distintas, mantém o mesmo valor semântico. Nas três frases, é o professor que erra.

É uma questão de inferência textual, pois você terá que deduzir o que o autor
quis dizer neste segmento. Observe que o termo “do supermercado” tem valor
agente, funcionando como adjunto adnominal. Transformando-o em sujeito de voz
ativa, o resultado será: “O supermercado tentou (os consumidores) e não houve
ideal comunista que resistisse a essa tentação (criada pelos supermercados).
Depreende-se, então, que a tentação criada aos consumidores pelos
supermercados fez com que a ideologia comunista sofresse pressões até não mais resistir.

Fica claro que “uma necessidade da natureza
humana” está apenas qualificando “a vida em sociedade”, não entrando no mérito
se existem outras necessidades ou não. A simples inversão proposta na alternativa
D sugere uma situação sutilmente diferente do texto, pois quando se informa que
“uma necessidade da natureza humana é a vida em sociedade”, torna-se evidente
a existência de várias necessidades, uma delas é a vida em sociedade. Na opção C,
por sua vez, sendo redigido que “a necessidade da natureza humana é uma vida
em sociedade”, há a sugestão de que a única necessidade da natureza é uma vida
em sociedade, distanciando-se semanticamente da ideia exposta no texto.

A alternativa A não altera o sentido original, modificando tão somente a função
sintática de alguns elementos. O termo “da natureza humana”, possuindo valor
agente, funciona como adjunto adnominal e é transformado em sujeito ativo – se é
uma necessidade da natureza humana de estudar fazendo Vestibular UFPR 2020, obviamente a natureza humana necessita.

Por fim, fica evidente que, tal qual ocorre no segmento original, diz-se apenas que
a natureza humana necessita da vida em sociedade, não sugerindo se necessita também de mais alguma coisa ou não.

De uma visão mais ampla (genérica) para uma mais específica (particular),
podemos analisar um texto como uma sequência de parágrafos; cada parágrafo,
uma sequência de períodos; cada período, uma sequência de palavras. Toda essa
estrutura compõe o famoso tecido textual que, bem desenvolvido, permite o
entendimento da situação comunicativa. Tudo isso envolve, indiscutivelmente,
união entre as partes (palavras). E neste exato momento começamos a pensar em
coesão.
Um texto bem construído não permite que o leitor perca a sequência dos fatos,
tampouco a relação entre os conjuntos. Em tal situação, fica configurada a coesão.

Qualquer elemento que faça a ligação entre os fragmentos do texto possui função
coesiva. Em outras palavras, para que seja possível o entendimento de um texto
não é apenas suficiente uma sequência de frases bem escritas é, antes de tudo,
necessário que elas se relacionem de forma harmônica, permitindo a compreensão do texto integralmente.

Enfim, essa conexão interna entre os vários enunciados do
texto denomina-se coesão. Ela pode acontecer por meio de conectores sintáticos
ou por fatores semânticos. O primeiro é o que se entende por coesão sequencial e o segundo por coesão referencial.

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